Escritora de textos que expressam o Cotidiano & Seus Clichês, que acometem à todos nós.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Me dá um cigarro

Me dá um cigarro vai, me deixa aliviar a tensão que está comigo desde que ele decidiu que não posso mais fazer parte da sua vida. Deixa eu ver se essa dor toda vai embora a cada trago que exalo dos meus pulmões cansados. Me dá um cigarro e me escuta, me fala, me entende, me livra disso tudo, desse caos que virou meu mundo! Me salva! De mim, dele. Me mostra que vai ser melhor um dia, que eu me acostumo ou então que ele vai mudar de ideia e eu, ainda vou o querer por perto.
Me dá um cigarro, por favor! Aproveita e pede uma bebida pra ajudar a digerir as mágoas, pra te ajudar a me aguentar essa noite enquanto encho seu saco com meus desabafos sentimentais você esvazia seu copo, que tal? Mas fuma comigo e esteja do meu lado!
Pode não parecer que vai adiantar alguma coisa, mas essa utopia, ilusão, enganação já é algo não acha?! Prefiro acreditar que sim, é sempre bom ter uma estratégia para não se auto-flagelar mesmo que seja se auto-sabotando.
Me dá um cigarro e me conta uma piada, me fala de qualquer livro desse de autoajuda que já leu ao longo da sua vida que nem é tão grande assim, mas que já passou por coisa pra caramba!
Sabe, é até humilhante eu vir aqui te alugar pra falar das minhas dores que de fato, nem devem ser tão intensas assim em comparação ao que você já sofreu, quase morreu!
Me dá um cigarro e me perdoa, mas me deixe ser boba, criança, chorona, ser eu e desafogar o peito, os brônquios, fuma comigo e me ensina a ser forte como você!
Joany Talon

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sou grata pela tua amizade

Oi? Bom já faz um tempinho que não te escrevo né? Faz tempo que não nos vemos também, essa correria é uma covardia com as pessoas, com a gente não acha?! Pois é, eu sou meio esquisita e por mais que as pessoas que amo saibam que eu as amo, sinto muita necessidade de contar isso publicamente, funciona como uma tática pra diminuir a saudade e tentar fazer alguém feliz e por isso tô aqui. Será que vou conseguir?
É muito bom saber que apesar de ter a rotina diferente, de ter a distância, continuamos amigas com uma certeza enorme de que a vida pode ter nos afastado fisicamente, mas nossos corações estão tão próximos e se abraçam toda vez que chega uma mensagem, um áudio, um recado, ou olhamos para fotos de momentos que de tanta nostalgia causam dor.
Fica difícil dizer em uma palavra o que você é pra mim, mas posso falar que quando penso no que significa a sua amizade sinto GRATIDÃO! Seja pelas simples risadas que me proporciona, pelas vezes em que cuidava de mim quando nos tornamos da mesma família, dividimos o mesmo teto, quando uma tinha grana e a outra na pindaíba não era problema nenhum, quando virava minha mãe e ligava preocupada porque estava demorando a chegar. GRATIDÃO, porque a dor de uma, era a dor da outra, pelo café pra aguentar estudar a madrugada, pelas ligações pra consolar, pela disponibilidade de ouvir as mesmas baboseiras sentimentais, de me chamar as 7:00 da manhã pra eu não perder a hora do trabalho, de me avisar sempre quando eu estava descabelada, de comer salsichão na van de volta pra casa. Uma GRATIDÃO imensa quando lembro que com você tive os melhores porres, as melhores amnésias depois de uma bebedeira em casa ou grata ainda por juntar trocados para irmos juntas prum karaokê fuleiro que já fez muita gente feliz. Fez a gente muito feliz!
Sou grata pela tua amizade, afinal o que nos une não são apenas esses fatos que a censura permitiu contar e sim um laço,  tecido por Deus que espero nunca desatar. Sou grata porque, no meio de tanta gente foi você e não poderia ser de outra forma, concorda? Juntas, formamos um elo que dá gosto de ver e quer saber de uma coisa?! Se eu já não fosse sua amiga daria o mundo todo pra ser.
No fim desse textinho clichê, a única coisa que me resta é agradecer!

Joany Talon

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Recomeços

Iniciar algo sugere que pensemos o quanto algo não deu certo ou precisou findar pra de novo acontecer, não importa de que forma. Um trabalho novo, uma casa nova, um novo amor, uma nova atividade e radicalmente falando, uma nova vida.
Afinal, eu duvido muito que aqui ninguém tenha que ter recomeçado alguma coisa em determinando(s) momento(s). Coisas da vida, fazer o quê e graças a Deus por essa segunda, terceira ou incontável oportunidade! Quando falamos em dar um passo novamente, estamos dispostos também a fazer consertos ou de pelo menos não errar mais nesse ou naquele aspecto. Geralmente os recomeços são o "again" certeiro quando a tentativa anterior não saiu como deveria, e por isso eu considero super importante essa chance da vida!
Um relatório, um projeto, um namoro, um emprego, um caminho ou até uma simples receita, sempre podemos fazer de novo e de outra maneira. A gente recomeça quando alguém que amamos tanto se vai pra sempre, e somos obrigados a seguir em frente de uma nova forma, a ausência de um ser importante pode se tornar um "start" pra um novo início, mesmo que triste mas cheio de ensinamentos. Quando a gente recomeça, a gente tende a se aperfeiçoar, acumular bagagem, histórias, exemplos e principalmente experiências. Lições que fazem com que possamos avançar, evoluir, ficar mais fortes pro mundo, pra vida e pra nós mesmos.
Quantas vezes a gente comete algum erro, começa tal coisa  nada sai como esperávamos e a partir dessa decepção vem a raiva, a prostração e o pior de tudo a desistência? Somos humanos e devemos entender que temos a proeza de não ter que acertar sempre, que podemos usar de recomeços quantas vezes queremos e precisamos, que é esse ciclo que engrandece a gente como pessoa, que faz da nossa postura algo sólido e experimental pro alcance de objetivos e pro curso natural da vida que insiste em se refazer a cada amanhecer.

Joany Talon​

A gente sabe


A gente sabe
A vida é uma verdadeira estrada do desconhecido, onde a gente passa por pedras, flores, rios e desertos. Tem dias que precisamos de chuva e noutros, é o sol que nos ilumina pra chegarmos mais rápido no "lá' que cada um de nós almeja. Mas o que faz tudo ter sentido é como nos apresentamos, como decidimos viver: aceitando as variações climáticas, as diferenças da paisagem, os sorrisos, a necessidade das lágrimas, o ciclo perfeito de imperfeições que acontece pelo simples fato de estarmos vivos ou, se nos entregamos ao abandono e a ignorância por optarmos pelas reclamações e incompreensão de cada momento. No fundo, no fundo a gente tem todas as respostas. A gente sabe, só que nesse mundo vive mais quem se faz de cego pra algumas coisas embora saibamos que existem e muitas vezes são imutáveis.

A vantagem é que a gente tem um HOJE novinho em folha pra tentar tudo de novo.

domingo, 4 de outubro de 2015

Bom dia

Bom dia pra você que vê um mundo onde as pessoas mentem por coisas mínimas e acham natural esse tipo de coisa, pra você que tá segurando a onda esperando na Fé o momento certo pra tomar a atitude certa; bom dia pra você que sente e muito, mas pensa antes de dar a louca e sair por aí fazendo doer em te causa dor também; pra você que não acha legal pagar com a própria moeda e paga caro por isso, mas dorme com a consciência tranquila de que a justiça de Deus é que vigora e uma hora se cumprirá. 
Pra você que agradeceu a Deus por mais um dia e apesar de tantas decepções, mágoas e dores não deixa de crer que nada é por acaso e que as pessoas podem mudar, pra você que mesmo recebendo o mal, faz o bem; pra você que faz da simplicidade sua roupa e cativa por onde passa.

Joany Talon


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quero que o mundo pare para eu descer



Eu realmente quero que o mundo pare pra eu descer!!!Afinal, não devo estar no lugar certo, porque a cada dia que passa é mais uma frustração, decepção, uma queda maior que a anterior! Por que será que Respeito não se usa mais?! Não encontro a empatia e nem consideração nas pessoas em que jamais poderia esperar o contrário. A gente vai doando e doendo proporcionalmente, abraça e beija pra ser empurrado e apunhalado. Definitivamente só vivendo pra ver, e aprender! Espero! Há coisas que só enxergamos com os olhos do tempo! E pensamos o quanto seria bom se fôssemos cegos pra não sentir tantas dores e suportar os fantasmas que a memória boa faz a gente conviver.Com tudo isso fica uma confusão que faz mal, é um misto de não querer odiar e saber que não precisamos perdoar, mas me digam o que é possível! Acho que no fundo estamos num momento que se tornou natural a falta de confiança nos outros, que confidenciar nossos planos e problemas, anseios e fragilidades é um prato cheio para quem deseja mesmo que inconscientemente nos machucar.Não damos conta de fugir dessas desolações porque isso têm acontecido constantemente no trabalho, no círculo de "amizades" e acreditem, até em casa, com pessoas que além de compartilharem o mesmo sangue e o teto conseguem nos ferir.Fico tentando encontrar uma solução imediata para não ter que passar por isso mais uma vez, e nada... só cada um fazendo a sua parte, considerando que a gente não deve mesmo cometer com os outros o que não gostamos que façam com a gente, só assim, de repente, quem sabe chegamos a um local mais seguro de nos relacionar.Enquanto isso, a gente vai dando a cara à tapas mais uma vez e esperando e tendo fé no ser humano, tendo fé que tudo pode melhorar e essas feridas virarem cicatrizes.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Naná

Existem vários tipos de pessoas, seres plurais e que têm muita coisa em comum com outras pessoas.
Mas ninguém é igual a Naná! Ninguém mesmo!!!
Sabe, ao parar pra escrever sobre ela, me questionei pelo fato de não ter feito isso antes, afinal, ela é aquela que fala o que pensa sem demagogia, mas seus olhinhos em formato de peixe (peixe vivo, odeio a expressão "olho de peixe morto") brilham pela nossa felicidade e nunca empresta o ombro sem que esteja realmente disposta a acolher nossas tristezas e mágoas.
A Naná sempre arrumou um jeito de mostrar que só a gente já bastava pra uma festa ser boa, e ela em todas as vezes provava que tinha razão! A gente guarda até hoje rabiscos de uma infância que foi a melhor que pudemos ter, nas férias que tivemos e vivemos com muita intensidade estão as maiores e melhores histórias de nossas vidas. Com a Naná, já gravei clipe de garota fantástica na praia e obviamente foi um fiasco, raspei pedra no muro pra fazer amizade com os meninos da rua, roubava flores do Guto pra fazer bouquet todo dia pra nossa família.
Com a minha prima Naná, tenho a extensa coleção de cartas escritas com lágrimas nos olhos sempre que uma se despedia da outra, conheci o Pimentas do Reino, decorei coreografias da igreja, era com ela que me sentia a própria Sandy, porque ela não reclamava nunca de ouvir várias vezes os cds que tinha. Também foi com a Naná que entendi que amizade mesmo é invisível mas concreta, que independente de qualquer distância física uma nunca mudou com a outra, é, às vezes a gente não compreende esse troço todo que dizem sobre alma gêmea, só que se tem uma coisa que tenho certeza nessa vida é que esse laço com a Naná é de alma, de coração.
Ela me inunda com o jeito que esbanja euforia com as boas notícias, faz com que eu acredite em mim sempre que escrevo um texto e o reprovo, mas ela não! Por pior que seja o que esteja escrito, ela gosta e de verdade, porque eu sei que ela aprecia o que sai de mim por alguma razão. A Naná é uma prima, mas poderia ser uma irmã, porque pra mim só muda a categoria e de jeito nenhum o sentimento,
Naná você existe porque têm coisas que "Eu só faço com você".

Joany Talon